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domingo, 4 de setembro de 2011

Risoto de açafrão

Primeiro, vamos falar do açafrão: a especiaria mais cara do mundo. Só para dar uma idéia, paguei, no Mercado Público de Porto Alegre, R$ 19,90 por 0,375 g. Fazendo as contas, o quilo me custaria R$ 53066, 67! O bom é que esta quantidade é suficiente para fazer três risotos. O motivo pelo qual o açafrão é tão caro está na sua colheita, feita manualmente, e que necessita aproximadamente 100 mil flores para chegar-se a um quilo. O açafrão verdadeiro trata-se do estigma de uma pequena flor violeta retirada da planta Crocus sativus. Um substituto para esta iguaria tão cara é o açafrão-da-terra (ou cúrcuma), que facilmente encontramos no mercado. Mas este apenas confere a cor amarelo-alaranjada típica do açafrão, sendo desprovido de qualquer sabor.


Ingredientes:

1 cebola pequena
2 dentes de alho
2 xícaras de chá de arroz arbóreo
1 tablete de caldo de carne ou galinha
1 xícara de chá de vinho branco seco
50 g de queijo parmesão
Estigmas de açafrão
Manteiga

Pique o alho e a cebola, e frite-os com um pedaço de manteiga até que dourem. Adicione um tablete de caldo de carne ou galinha dissolvido em água quente. Acrescente o arroz arbório para risoto e frite junto com a cebola e o alho por 2 minutos. Adicione o vinho branco seco e deixe em fogo baixo, esperarando que o arroz absorva o vinho. Cubra tudo com água.

Enquanto isso, na sala de justiça...


Pegue aproximadamente 0,125 g de açafrão (uma colher de chá, dos estigmas), ponha em uma xícara e aqueça por 2 minutos no microondas (dica do fornecedor para intensificar o sabor). Após, macere com um pouco de água quente e ponha no arroz. Por fim, acrescente 25 g de manteiga e meia xícara de chá de parmesão fresco, ralado na hora. Ajuste o sal se necessário.

O veredicto:

Sinceramente, estávamos com um expectativa enorme em relação a este prato. Na verdade, trata-se de um risoto simples, de sabor suave. Faz o papel de um bom acompanhamento, que não irá tirar o brilho de outro prato mais encorpado.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Costelinha de porco com molho barbecue e batatas


A inspiração veio do Outback, mas o acompanhamento é bastante original: batatas esmagadas. Claro que os dois pratos podem ser servidos separados, ou até combinados a outros sem configurar adultério, mas ficam especialmente saborosos juntos.

A costelinha

1 kg de costelinha de porco
2 dentes de alho
Alecrim
Sálvia
Manjericão
Manjerona
Sal e pimenta do reino

Salgue a costelinha, dando um toque de pimenta. Envolva-a com folhas de alecrim, sálvia, manjericão e manjerona, distribuindo o alho picado por cima. Leve ao forno até que asse bem.

O molho

1/2 cebola média
2 dentes grandes de alho
140 g de extrato de tomate
2 colheres de sopa de mel
1 colher de sopa de catchup Ribs
1/2 colher de sopa de mostarda
2 colheres de sopa de molho inglês
1 colher de sopa de vinho branco demi-sec
1 colher de sopa rasa de suco de limão
Sal a gosto

Pique as cebolas e o alho e frite-os até dourar. Em fogo baixo, adicione um pouco de água apenas o suficiente para cobrir o fundo da panela, deixando cozinhar até que a cebola fique transparente. Adicione o extrato de tomate, o vinho branco e o molho inglês. Deixe ferver por alguns instantes, permitindo a evaporação do vinho. Acrescente o suco de limão, a mostarda, o catchup e misture bem. Por fim, adicione o mel e está pronto!

As batatas

Não deve existir algo mais versátil na cozinha que uma batata. Pode-se fazer gato e sapato dela: cozinhar, assar, fritar, gratinar, saltear, rechear. Além disso, este tubérculo possui várias cidadanias: suíça, inglesa, francesa...E, como se não bastasse, ainda pode vir na forma de bolinho, purê, chips e palha. E agora, no nosso caso, esmagadas. Eis a receita:

De 6 a 8 batatas médias
Algumas fatias de bacon
6 galhos de alecrim
1/3 de um tablete de manteiga
10 dentes de alho
Azeite de oliva
Sal


Cozinhe as batatas com casca e tudo, até que se possa espetá-las facilmente com um garfo, cuidando para que não fiquem cozidas demais. Escorra a água, enrole as batatas em um pano de prato limpo e esmague-as com as mãos, para que se despedacem em pedaços grosseiros (e não como um purê).
Em uma frigideira grande, coloque metade da quantidade de manteiga e adicione as batatas. Adicione também o bacon em fatias, espalhando-os pela frigideira, bem como os dentes de alho inteiros, com casca. Acrescente duas colheres de chá de sal e vá mexendo para que as batatas gratinem por igual. Adicione as folhas dos galhos de alecrim e, quando necessário, regue com um pouco de azeite de oliva para não ressecar o fundo da frigideira. Este processo é um pouco demorado, visto que é necessário esperar que o alho amoleça para que fique com sabor suave. Antes de servir, acrescente o restante da manteiga e misture para que derreta.

sábado, 23 de julho de 2011

Acompanhamentos para o fondue de queijo

Para os dias frios, nada melhor que um fondue para repor as energias e confraternizar com amigos, familiares ou a dois. Houve tempos em que o fondue era restrito àquelas poucas pessoas que possuíam um conjunto apropriado. Com o passar dos anos, no entanto, tudo ficou mais acessível e não é raro hoje alguém que tenha um kit completo em sua casa. O bacana deste prato é ser criativo na hora de escolher o que espetar no garfinho e mergulhar no queijo – uma opção que nem sempre os restaurantes tradicionais oferecem. É comum ir a um rodízio de fondue onde primeiro é servido apenas o queijo com pão e batatinhas e depois que estes são retirados é servido o de carne (frita na chapa) com diferentes molhos: rosé, mostarda, pesto, barbicue, tártaro, alho, etc.

Desfrutando da liberdade de nosso lar, sugerimos os seguintes acompanhamentos:

Pão

Tradicionalíssimo, embora acabe como coadjuvante. Escolha um pão que seja firme, como o pão italiano.

Batatas noisette

Estas batatinhas crocantes são perfeitas para o fondue. Você pode comprar um pacote com as batatas noisette congeladas e optar por assá-las ou fritá-las. Ficamos com a primeira opção: assamos no forno por 20 minutos a 220˚ C.

Linguicinha calabresa frita no vinho

Corte pequenos pedaços (mas não finos demais, sempre lembrando na hora de espetar), ponha numa frigideira e leve ao fogo. Espere que a maior parte da gordura derreta (retire o excesso se necessário) e adicione um copo de vinho tinto. Baixe o fogo e espere que todo o vinho evapore.

Brócolis e/ou couve-flor

Corte várias “arvorezinhas” e, em um prato raso, derrame um pouco de água e ponha o brócolis/couve-flor por cima. Cubra com outro prato raso e ponha no microondas por 1 minuto para cozinhar no vapor. É importante que não fique cozido demais para facilitar na hora de espetar.

Cenoura

Há para vender em alguns supermercados (ex. Bourbon) cenouras em formato de bolinhas, ideais para o fondue. Mas o que sai mais barato é picar pequenos pedaços de uma cenoura inteira, dando preferência para as mais finas. Prepare da mesma forma que o brócolis e a couve-flor.

Carne

Pique pequenos pedaços de carne (filé, alcatra...) como um strogonoff. Eu costumo fritar com um pouco de cebola e alho picados, temperando com sal e pimenta. No fim adiciono um pouco de cominho e/ou coentro e shoyu e/ou molho inglês. Sugestão: espete um tomate seco junto com a carne.

domingo, 10 de julho de 2011

Bruschetta

Muitas vezes, as entradas são pouco exploradas, especialmente na corrida do dia-a-dia. Como nem sempre há tempo de preparar um antepasto, uma boa sugestão é transformá-lo em lanche. No caso, sugerimos bruschetta (com algumas adaptações da original) no lugar de uma simples torrada (misto quente para os não-gaúchos).

Ingredientes:

- algumas fatias de pão à sua escolha;
- tomate fatiado (de preferência o italiano, pois é mais "carnudo");
- algumas fatias de queijo;
- algumas fatias de lombo de porco defumado;
- molho de tomate;
- manjericão;
- 1/2 cebola;
- um dente de alho;
- azeite de oliva.

Modo de fazer:

Primeiro, frite a cebola e o alho por alguns minutos até dourar. Baixe o fogo e adicione água apenas o suficiente para cobrir o fundo da panela, deixando cozinhar até que a cebola fique transparente e a água evapore. Antes de começar o preparo das bruschette, não se esqueça de pré-aquecer o forno. Depois, é só pegar o pão, passar uma colherada do molho, adicionar um pouco da cebola e alho fritos, as fatias de lombo, queijo, as rodelas de tomate e folhas de manjericão. Leve ao forno por cerca de 15 min a 210ºC. Na hora de ir à mesa, uma regada de azeite de oliva dá o toque final.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ceia de Natal


Fazer a janta de Natal talvez seja o ponto alto do ano para a maioria dos amadores metidos a cozinheiros. E para nós aqui do blog não é diferente. Nossa ceia já acontece há algum tempo e está começando a carregar o fardo da tradição. A cada novo Natal, então, tentamos dar uma incrementada. Em 2010 ela foi bem completa e, abaixo, seguem as receitas de cada um dos pratos, com seus respectivos cozinheiros. Boa sorte na cozinha e Feliz Natal!

A ave, por Eduardo e Mariana
Comprar a ave para o Natal (apelidada carinhosamente de sambiqüira) é uma tarefa árdua, visto que nessa época os supermercados "ganham" uma pessoa de cada marca para concenver o pobre consumidor de que determinado produto é melhor que o outro. Parecem anjinhos e diabinhos, um em cada ouvido. Neste ano a ave escolhida foi o Bruster, já que a vendedora da Lebon era a mais simpática. O cálculo, dizem, é de 300gr por pessoa, o que resultou, no nosso caso, na compra de dois animais de 2,5kg cada. Dois dias antes do fatídico dia da janta é feito o descongelamento (1 dia para descongelar e mais 1 dia para marinar) e os ingredientes para o tempero são:

- 1 litro de vinho branco
- 2 cebolas médias
- Uns 5 dentes de alho
- Temperos frescos (manjericão, manjerona, sálvia, louro e alecrim)
- Umas 3 colheres de sopa de azeite de oliva
- Sal ou tempero pronto para galeto

Picar a cebola, o alho e os temperos sem muita preocupação com o tamanho dos pedaços. Numa tigela ou bacia bem funda e grande, colocar o peru/chester/bruster já descongelado e sem os miúdos. Por cima, por baixo e pelos lados dele vão os ingredientes que acabaram de ser picados, além do vinho e do azeite. No caldo que se formou, adicionar 1 colher de sopa de tempero pronto (no caso do sal eu não saberia dizer a quantia) e misturar. Depois é só cobrir com papel filme e deixar na geladeira. É bom que isso tudo seja feito na noite anterior à ceia, para que o peru/chester/bruster possa ficar marinando um dia inteiro. P.S.¹: não esquecer de virar o bicho dentro da bacia pelo menos uma vez. P.S.²: durante o preparo também é possível fazer alguns pequenos furos no peito do galináceo e colocar ervas ali dentro. Dá uma intensificada no sabor para quem gosta de coisas mais temperadas.

Um dia depois...
O peru/chester/bruster já deve estar bem bêbado e é a hora de ir pros finalmentes. Após pré-aquecer o forno e transferir a ave para uma forma onde caibam ela e mais um pouco do caldo do tempero, cobrir o bicho (e a forma) com papel alumínio. Isso faz com que a carne fique no "bafo" e cozinhe mais rápido. Colocar no forno e deixar assando em fogo baixo ou médio baixo (depende do fogão) por cerca de duas horas, lembrando que aqui estamos falando do preparo de um peru/chester/bruster de 2,5kg / 3kg. Aves maiores precisam assar por mais tempo. Enfim, após esse tempo já se pode tirar o papel alumínio e então deixar o bicho dourar. Caso a sua "espécie" tenha o tal termômetro que salta, ótimo, é só esperar saltar, mas se não tiver, pode deixar pelo menos mais meia hora ou 45 minutos para ir dourando. Depois é só tirar do forno e servir, quente ou frio, mas sempre com a farofa!

A farofa, por Lucas
- 400g de farinha de pao torrado
- 150g de manteiga com sal
- 300g de ricota fresca
- 200g de alcaparras
- 250g de castanhas granuladas
- 200g de tomate seco

Coloque a farinha de pão torrado em uma panela grande e adicione a manteiga. Quando começar a dourar, acrescente a ricota e o tomate seco picados em cubinhos. Em seguida, a alcaparra e a castanha e tempere a gosto. Cuide com o sal, pois os ingredientes já são temperados. Ao levar à mesa, acrescente mussarela ralada por cima. Se a farofa-fa ainda estiver morna o queijo vai derreter, e isso dá um toque especial!


O salpicão, por Mariana
Cada um tem um jeito diferente de preparar seu salpicão. A versão mais tradicional é o salpicão de frango. Eu, porém, já prefiro mudar. Cada ano tento incrementar com algum ingrediente, inovar. Geralmente faço dois para cada ceia. Em meio de tantas variações vou postar aqui algumas possibilidades...

Como já disse, geralmente faço dois: um básico e outro mais “refinado”. O básico é simples, bem simples. Nada mais que misturar maionese (com um pouco de creme de leite para não ficar forte) com chester fatiado (cortado em quadradinhos), queijo processado (cheddar, mussarela - o da marca Schneider é melhor), milho e ervilhas (frescas, de preferência). À parte, deixo sempre um manjericão disponível.

Já no refinado é que entra toda a criatividade. No lugar do chester costumo pôr um lombo canadense defumado (picado em cubinhos). Em vez de simplesmente pôr o queijo processado, ponho também um de melhor qualidade e que tenha um sabor que se sobressaia - mas não a ponto de “monopolizá-lo” (como seria o caso do provolone ou gorgonzola). Os que mais gosto de usar são gouda ou estepe. Pode-se manter o milho e a ervilha.


Quanto aos demais ingredientes, adiciono tomates secos e champignons fatiados. O que vale a pena fazer com os champignons é fritá-los previamente na manteiga com molho shoyo até que fiquem com uma bela cor amarronzada/caramelada. Eles ficam com um sabor incrível e fazem a diferença no salpicão. Para fechar, substituo a maionese por um Temper Cheese tradicional ou requeijão, também misturados com creme de leite. Aqui vale ressaltar para que usem creme de leite de caixinha. Sim, o creme de leite de lata é de uma qualidade muito superior, é outro gosto, mas este não é o objetivo do salpicão. Do contrário, o gosto do Temper Cheese (ou requeijão) não será notado. Mais uma vez, deixo o manjericão à parte. E a batata palha? Colocamos à mesa para quem quiser se servir, mas não misture ao salpicão, pois, caso fique tempo demais em contato com o creme de leite, ela perderá toda sua crocância.

Como você pode estar pensando, há várias outras formas de montar. Pode-se, por exemplo, acrescentar pepino no básico e palmito no refinado. Mas fica a critério do freguês.


O arroz à grega, por Cris (nossa convidada)
Para 6 pessoas:
- 2 xícícaras de arroz branco;
- 2 dentes de alho grandes picados;
- 1 cebola média picada;
- 2 colheres de sopa de óleo ou manteiga;
- 1 tablete de caldo de galinha;
- Sal a gosto;
- 100 g de vagens verdes cozidas e picadas;
- 1 cenoura grande cozida e picada;
- 125 g de uvas passas;
- Tomates cereja;
- Castanhas do pará picadas;

Cozinhe rapidamente as vagens e a cenoura em água fervente (tempere com um caldo de galinha e uma pitada de sal para maior sabor!) por tempo apenas suficiente para que ainda fiquem firmes e fáceis de picar, mantendo aquela "corzinha natural". Após picadas, reserve.

Em um prato separado, adicione água quente às uvas passas e deixe-as de molho por alguns instantes, hidratando-as antes de adicioná-las ao arroz.

Em uma panela grande, frite o alho e a cebola picados em óleo e/ou manteiga (prefira óleo de girassol e/ou canola mais saudáveis) e acrescente o arroz, misturando bem e levemente fritando-os. Em seguida, acrescente 4 xícícaras de águra fervente (para cobrir até cerca de 1 dedo acima do arroz na panela), juntamente com o tablete de caldo de galinha e sal a gosto. Deixe-o cozinhar em fogo baixo.

Assim que pronto e retirado do fogo, misture levemente ao arroz as vagens, a cenoura e as uvas passas (escorridas). Sirva em uma travessa, polvilhe com as castanhas picadas e decore com os tomates cereja.

A salada, por Eduardo
Bom, a salada em si não tem nada demais, é apenas alface americana e rúcula, e também não tem nada com cara de Natal nela - serve para qualquer ocasião. A parte boa mesmo dela são os croutons e o molho de mostarda e mel que acompanha. Sendo assim:

Para os croutons
- Bacon
- Pão de sanduíche
- Azeite de oliva
- Alho
- Orégano
- Sal

Cortar o pão em cubinhos e jogar em uma frigideira onde já estejam o alho picado e o bacon dourando no azeite de oliva (pouco azeite: o pão deve tostar, e não fritar). Colocar umas pitadinhas de sal e de orégano e ir mexendo, cuidando para não queimar e para que todos os cubinhos tostem por igual. Depois de um tempo nessa função é interessante - mas não necessário - transferir tudo para uma forma e pôr no forno. Não mais que 10 minutos.

Para o molho
- 6 colheres de sopa de maionese
- 2 colheres de sopa de azeite de oliva
- Suco de 1/2 limão
- 1 colher de sopa bem cheia de mostarda
- 1 colher de sopa bem cheia de mostarda Dijon
- 2 colheres de sopa de mel
- 1 colher de sopa de água

Misturar tudo bem misturado e tá pronto.