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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Strogonoff de carne ao vinho

Nada mais simples que uma receita de strogonoff. Apresento aqui a minha versão que leva vinho tinto em seu preparo. 

Ingredientes:



Carne picada em cubinhos
Cogumelos frescos
5 dentes de alho
1 cebola média
1 xícara de vinho tinto seco
4 colheres de sopa de molho de soja
2 colheres de sopa de molho de tomate
1 lata de creme de leite
Sal e pimenta preta moída
Azeite de oliva


Modo de preparo: 

Pique a carne e tempere com sal e pimenta preta. Pique os cogumelos, a cebola e o alho. Em uma panela, comece fritando a cebola e o alho no azeite de oliva (eu costumo acrescentar também um pouco de pimenta). Um pouco antes de começar a dourar, acresecente os cogumelos. Eles perderão um  pouco da água e após esta evaporar um pouco adicione a carne picada. Frite até a carne dourar completamente e então acrescente o vinho e o molho de soja. Baixe o fogo e tampe a panela. Deixe que a tudo cozinhe no vinho por 15 minutos. Após, retire a tampa e permita que o vinho evapore metade de seu volume inicial. Acrescente o molho de tomate, desligue o fogo e adicione o creme de leite. Eu sempre uso o de lata e não o de caixinha, pois o gosto é diferente e considero perfeito para o strogonoff. Teste o sal e, caso necessário, adicione um pouco mais de molho de soja. Sirva com arroz e/ou batata palha. 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Boeuf Bourguignon

Este prato francês originário da Borgonha ficou famoso com o filme Julie & Julia, que retrata a vida da chef Julia Child. Ao pesquisar por esta receita, deparei-me com inúmeras versões. Trata-se de um prato trabalhoso que requer um bom tempo para seu preparo. Apresento uma versão inspirada na da Julia Child em seu Mastering the Art of French Cooking, porém um pouco mais simples.



Ingredientes:

Antes de mais nada, é necessário ter uma panela que possa ir ao forno. Pode ser uma panela de ferro ou Le Creuset (um sonho de consumo).

170 g de bacon
1 kg de carne em cubos de 5 cm (uso contra-filé ou maminha)
2 cenouras grandes
2 cebolas médias
2 colheres de sopa de farinha de trigo
3 xícaras de vinho tinto seco
2 xícaras de caldo de carne
1 colher de sopa de extrato de tomate
6 dentes de alho amassados
5 ramos de tomilho
2 folhas de louro
Sal e pimenta

Modo de preparo:

Primeiramente, pique o bacon e ferva em água por 10 minutos. Enquanto isso pré-aqueça o forno. Escorra a água e frite o bacon na panela que irá ao forno até dourar, retire da panela e reserve. Passe sal e pimenta nos cubos de carne e frite-os na gordura do bacon até que dourem bem. Após a fritura, retire a carne e reserve junto ao bacon. Corte as cenouras em rodelas e frite junto com as cebolas picadas na mesma panela. Após estarem douradas, devolva à panela a carne e o bacon. Com o auxílio de uma peneira, salpique a farinha de trigo por cima, cubra a panela e leve ao forno (fogo médio) por cerca de 6 minutos. Retire a panela do forno, acrescente o vinho, o caldo de carne dissolvido em água, os ramos de tomilho, o louro, o alho e o extrato de tomate. Deixe ferver, tampe a panele e retorne-a ao forno (fogo baixo).

Ela deve permanecer no forno por cerca de 2 horas, entretanto este tempo depende de cada forno. Por este mesmo tempo já me aconteceu de ou evaporar de mais ou de menos. Para evitar qualquer problema, aconselho espiar após 1h30min e ver se o molho ainda está muito ralo e a carne macia. Caso fique pouco consistente, deixe ferver no fogão com a panela destampada até que fique mais espesso (tal como um molho madeira). Deve-se ajustar o sal no final.

Entre os acompanhamentos estão cogumelos frescos e batatas. Bon appétit!


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Costelinha de porco com molho barbecue e batatas


A inspiração veio do Outback, mas o acompanhamento é bastante original: batatas esmagadas. Claro que os dois pratos podem ser servidos separados, ou até combinados a outros sem configurar adultério, mas ficam especialmente saborosos juntos.

A costelinha

1 kg de costelinha de porco
2 dentes de alho
Alecrim
Sálvia
Manjericão
Manjerona
Sal e pimenta do reino

Salgue a costelinha, dando um toque de pimenta. Envolva-a com folhas de alecrim, sálvia, manjericão e manjerona, distribuindo o alho picado por cima. Leve ao forno até que asse bem.

O molho

1/2 cebola média
2 dentes grandes de alho
140 g de extrato de tomate
2 colheres de sopa de mel
1 colher de sopa de catchup Ribs
1/2 colher de sopa de mostarda
2 colheres de sopa de molho inglês
1 colher de sopa de vinho branco demi-sec
1 colher de sopa rasa de suco de limão
Sal a gosto

Pique as cebolas e o alho e frite-os até dourar. Em fogo baixo, adicione um pouco de água apenas o suficiente para cobrir o fundo da panela, deixando cozinhar até que a cebola fique transparente. Adicione o extrato de tomate, o vinho branco e o molho inglês. Deixe ferver por alguns instantes, permitindo a evaporação do vinho. Acrescente o suco de limão, a mostarda, o catchup e misture bem. Por fim, adicione o mel e está pronto!

As batatas

Não deve existir algo mais versátil na cozinha que uma batata. Pode-se fazer gato e sapato dela: cozinhar, assar, fritar, gratinar, saltear, rechear. Além disso, este tubérculo possui várias cidadanias: suíça, inglesa, francesa...E, como se não bastasse, ainda pode vir na forma de bolinho, purê, chips e palha. E agora, no nosso caso, esmagadas. Eis a receita:

De 6 a 8 batatas médias
Algumas fatias de bacon
6 galhos de alecrim
1/3 de um tablete de manteiga
10 dentes de alho
Azeite de oliva
Sal


Cozinhe as batatas com casca e tudo, até que se possa espetá-las facilmente com um garfo, cuidando para que não fiquem cozidas demais. Escorra a água, enrole as batatas em um pano de prato limpo e esmague-as com as mãos, para que se despedacem em pedaços grosseiros (e não como um purê).
Em uma frigideira grande, coloque metade da quantidade de manteiga e adicione as batatas. Adicione também o bacon em fatias, espalhando-os pela frigideira, bem como os dentes de alho inteiros, com casca. Acrescente duas colheres de chá de sal e vá mexendo para que as batatas gratinem por igual. Adicione as folhas dos galhos de alecrim e, quando necessário, regue com um pouco de azeite de oliva para não ressecar o fundo da frigideira. Este processo é um pouco demorado, visto que é necessário esperar que o alho amoleça para que fique com sabor suave. Antes de servir, acrescente o restante da manteiga e misture para que derreta.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ceia de Natal


Fazer a janta de Natal talvez seja o ponto alto do ano para a maioria dos amadores metidos a cozinheiros. E para nós aqui do blog não é diferente. Nossa ceia já acontece há algum tempo e está começando a carregar o fardo da tradição. A cada novo Natal, então, tentamos dar uma incrementada. Em 2010 ela foi bem completa e, abaixo, seguem as receitas de cada um dos pratos, com seus respectivos cozinheiros. Boa sorte na cozinha e Feliz Natal!

A ave, por Eduardo e Mariana
Comprar a ave para o Natal (apelidada carinhosamente de sambiqüira) é uma tarefa árdua, visto que nessa época os supermercados "ganham" uma pessoa de cada marca para concenver o pobre consumidor de que determinado produto é melhor que o outro. Parecem anjinhos e diabinhos, um em cada ouvido. Neste ano a ave escolhida foi o Bruster, já que a vendedora da Lebon era a mais simpática. O cálculo, dizem, é de 300gr por pessoa, o que resultou, no nosso caso, na compra de dois animais de 2,5kg cada. Dois dias antes do fatídico dia da janta é feito o descongelamento (1 dia para descongelar e mais 1 dia para marinar) e os ingredientes para o tempero são:

- 1 litro de vinho branco
- 2 cebolas médias
- Uns 5 dentes de alho
- Temperos frescos (manjericão, manjerona, sálvia, louro e alecrim)
- Umas 3 colheres de sopa de azeite de oliva
- Sal ou tempero pronto para galeto

Picar a cebola, o alho e os temperos sem muita preocupação com o tamanho dos pedaços. Numa tigela ou bacia bem funda e grande, colocar o peru/chester/bruster já descongelado e sem os miúdos. Por cima, por baixo e pelos lados dele vão os ingredientes que acabaram de ser picados, além do vinho e do azeite. No caldo que se formou, adicionar 1 colher de sopa de tempero pronto (no caso do sal eu não saberia dizer a quantia) e misturar. Depois é só cobrir com papel filme e deixar na geladeira. É bom que isso tudo seja feito na noite anterior à ceia, para que o peru/chester/bruster possa ficar marinando um dia inteiro. P.S.¹: não esquecer de virar o bicho dentro da bacia pelo menos uma vez. P.S.²: durante o preparo também é possível fazer alguns pequenos furos no peito do galináceo e colocar ervas ali dentro. Dá uma intensificada no sabor para quem gosta de coisas mais temperadas.

Um dia depois...
O peru/chester/bruster já deve estar bem bêbado e é a hora de ir pros finalmentes. Após pré-aquecer o forno e transferir a ave para uma forma onde caibam ela e mais um pouco do caldo do tempero, cobrir o bicho (e a forma) com papel alumínio. Isso faz com que a carne fique no "bafo" e cozinhe mais rápido. Colocar no forno e deixar assando em fogo baixo ou médio baixo (depende do fogão) por cerca de duas horas, lembrando que aqui estamos falando do preparo de um peru/chester/bruster de 2,5kg / 3kg. Aves maiores precisam assar por mais tempo. Enfim, após esse tempo já se pode tirar o papel alumínio e então deixar o bicho dourar. Caso a sua "espécie" tenha o tal termômetro que salta, ótimo, é só esperar saltar, mas se não tiver, pode deixar pelo menos mais meia hora ou 45 minutos para ir dourando. Depois é só tirar do forno e servir, quente ou frio, mas sempre com a farofa!

A farofa, por Lucas
- 400g de farinha de pao torrado
- 150g de manteiga com sal
- 300g de ricota fresca
- 200g de alcaparras
- 250g de castanhas granuladas
- 200g de tomate seco

Coloque a farinha de pão torrado em uma panela grande e adicione a manteiga. Quando começar a dourar, acrescente a ricota e o tomate seco picados em cubinhos. Em seguida, a alcaparra e a castanha e tempere a gosto. Cuide com o sal, pois os ingredientes já são temperados. Ao levar à mesa, acrescente mussarela ralada por cima. Se a farofa-fa ainda estiver morna o queijo vai derreter, e isso dá um toque especial!


O salpicão, por Mariana
Cada um tem um jeito diferente de preparar seu salpicão. A versão mais tradicional é o salpicão de frango. Eu, porém, já prefiro mudar. Cada ano tento incrementar com algum ingrediente, inovar. Geralmente faço dois para cada ceia. Em meio de tantas variações vou postar aqui algumas possibilidades...

Como já disse, geralmente faço dois: um básico e outro mais “refinado”. O básico é simples, bem simples. Nada mais que misturar maionese (com um pouco de creme de leite para não ficar forte) com chester fatiado (cortado em quadradinhos), queijo processado (cheddar, mussarela - o da marca Schneider é melhor), milho e ervilhas (frescas, de preferência). À parte, deixo sempre um manjericão disponível.

Já no refinado é que entra toda a criatividade. No lugar do chester costumo pôr um lombo canadense defumado (picado em cubinhos). Em vez de simplesmente pôr o queijo processado, ponho também um de melhor qualidade e que tenha um sabor que se sobressaia - mas não a ponto de “monopolizá-lo” (como seria o caso do provolone ou gorgonzola). Os que mais gosto de usar são gouda ou estepe. Pode-se manter o milho e a ervilha.


Quanto aos demais ingredientes, adiciono tomates secos e champignons fatiados. O que vale a pena fazer com os champignons é fritá-los previamente na manteiga com molho shoyo até que fiquem com uma bela cor amarronzada/caramelada. Eles ficam com um sabor incrível e fazem a diferença no salpicão. Para fechar, substituo a maionese por um Temper Cheese tradicional ou requeijão, também misturados com creme de leite. Aqui vale ressaltar para que usem creme de leite de caixinha. Sim, o creme de leite de lata é de uma qualidade muito superior, é outro gosto, mas este não é o objetivo do salpicão. Do contrário, o gosto do Temper Cheese (ou requeijão) não será notado. Mais uma vez, deixo o manjericão à parte. E a batata palha? Colocamos à mesa para quem quiser se servir, mas não misture ao salpicão, pois, caso fique tempo demais em contato com o creme de leite, ela perderá toda sua crocância.

Como você pode estar pensando, há várias outras formas de montar. Pode-se, por exemplo, acrescentar pepino no básico e palmito no refinado. Mas fica a critério do freguês.


O arroz à grega, por Cris (nossa convidada)
Para 6 pessoas:
- 2 xícícaras de arroz branco;
- 2 dentes de alho grandes picados;
- 1 cebola média picada;
- 2 colheres de sopa de óleo ou manteiga;
- 1 tablete de caldo de galinha;
- Sal a gosto;
- 100 g de vagens verdes cozidas e picadas;
- 1 cenoura grande cozida e picada;
- 125 g de uvas passas;
- Tomates cereja;
- Castanhas do pará picadas;

Cozinhe rapidamente as vagens e a cenoura em água fervente (tempere com um caldo de galinha e uma pitada de sal para maior sabor!) por tempo apenas suficiente para que ainda fiquem firmes e fáceis de picar, mantendo aquela "corzinha natural". Após picadas, reserve.

Em um prato separado, adicione água quente às uvas passas e deixe-as de molho por alguns instantes, hidratando-as antes de adicioná-las ao arroz.

Em uma panela grande, frite o alho e a cebola picados em óleo e/ou manteiga (prefira óleo de girassol e/ou canola mais saudáveis) e acrescente o arroz, misturando bem e levemente fritando-os. Em seguida, acrescente 4 xícícaras de águra fervente (para cobrir até cerca de 1 dedo acima do arroz na panela), juntamente com o tablete de caldo de galinha e sal a gosto. Deixe-o cozinhar em fogo baixo.

Assim que pronto e retirado do fogo, misture levemente ao arroz as vagens, a cenoura e as uvas passas (escorridas). Sirva em uma travessa, polvilhe com as castanhas picadas e decore com os tomates cereja.

A salada, por Eduardo
Bom, a salada em si não tem nada demais, é apenas alface americana e rúcula, e também não tem nada com cara de Natal nela - serve para qualquer ocasião. A parte boa mesmo dela são os croutons e o molho de mostarda e mel que acompanha. Sendo assim:

Para os croutons
- Bacon
- Pão de sanduíche
- Azeite de oliva
- Alho
- Orégano
- Sal

Cortar o pão em cubinhos e jogar em uma frigideira onde já estejam o alho picado e o bacon dourando no azeite de oliva (pouco azeite: o pão deve tostar, e não fritar). Colocar umas pitadinhas de sal e de orégano e ir mexendo, cuidando para não queimar e para que todos os cubinhos tostem por igual. Depois de um tempo nessa função é interessante - mas não necessário - transferir tudo para uma forma e pôr no forno. Não mais que 10 minutos.

Para o molho
- 6 colheres de sopa de maionese
- 2 colheres de sopa de azeite de oliva
- Suco de 1/2 limão
- 1 colher de sopa bem cheia de mostarda
- 1 colher de sopa bem cheia de mostarda Dijon
- 2 colheres de sopa de mel
- 1 colher de sopa de água

Misturar tudo bem misturado e tá pronto.